SEO: O Futuro da Busca

Há 2 dias li uma notícia no Google Discovery que particularmente mexeu muito com minha percepção sobre a Internet. Não do ponto de vista de inovação, mas de ver que vivemos em uma era de manipulação, onde necessidades são criadas o tempo inteiro e que muitas campanhas e estratégias de marketing digital são aplicadas para defender essas demandas criadas pelas ofertas. #fail

Enfim, o CEO do Google, Erick Schmidt, deu a seguinte declação: “Acredito que a maioria das pessoas não querem que o Google responda às suas perguntas; eles querem que o Google lhes diga o que deve ser feito em seguida”.

Essa crença, é algo essencialmente complexo e que desconstrói todo o sistema de redes humanas, implicando no fato de deixarmos a responsabilidade de decisão nas “mãos” de um mecanismo, mesmo que seja o Google.

É como se estivéssemos abdicando da nossa inteligência humana, e da nossa opção de escolha e transferíssemos essa atribuição a um conjunto complexo de linhas de códigos que cruzam infindáveis informações 24h por dia.

Mas porque Erick Schmidt fez tal afirmação? Ok.., de certo modo esse tipo de implementação facilitaria ou agilizaria o processo da busca. Porém, por que precisamos disso? Aliás, devemos nos questionar se precisamos de tal implementação. Será que precisamos de mais agilidade em uma busca, mesmo que isso impacte na nossa capacidade inteligiva?

Se o CEO do Google acredita que esse seja o futuro da busca, é porque o nosso comportamento está apresentando essa tendência.

Sabemos que os mecanismos de busca são as entidades mais influentes da Web, mas deixarmos que o sistema decida por nós pode ser algo comparado com a Matrix; ou seria a preguiça 2.0?

Comments (5)

  1. Eu acredito que em breve o google vai ter concorrentes a altura, acho que teremos em breve novas opção para buscas . Nos ultimos meses mais pessoas tem usado o BING e o Yahoo, a fatia do bolo ta começando a ficar menor para o google.

  2. Acho que ele está certíssimo, o Erick Schimidt disse isso pq é real, os autores da contemporaneidade que defendem a pós-modernidade como o nosso estágio histórico atual demonstram essa incerteza de caminhos. Acho natural que as nossas escolhas sejam incentivadas por uma máquina, antes eram ideologicamente guiadas por outras pessoas, principalmente, nesse início de era, em que ainda estamos em faze de adaptação e as próprias tecnologias em constante inovação.

    • Oi Luciene, obrigado pelo comentário :)

      Eu concordo que ele – do ponto de vista business – está certíssimo. Mas o que eu coloco aqui é justamente a aceitação de nossa parte em sermos orientados por algoritimos. Isso fazer parte de uma evolução, ou seja, ser uma tendência, é uma coisa. Mas aceitarmos sem questionamento, é outra.

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