Geolocalização nas Redes Sociais
Hoje, trago para discussão o tema Geomarketing, desta vez, associado às redes socias e a como esse vínculo pode gerar bons resultados de negócio.
A geolocalização vem se popularizando muito entre as empresas dependentes dos serviços que a TI oferece, pois, inicialmente, nas mentes executivas, trata-se de construir uma rede de segmentação orientada ao negócio, ou seja, através da união de uma aplicação de geolocalização com uma tecnologia já existente, é possível segmentar seu público alvo, investindo esforço e capital apenas no nicho que tem um potencial nível de consumo, seja de um serviço ou produto. Tá, legal, mas e as redes sociais?
Os CEO’s do Twitter e do Facebook perceberam essa utilidade e trataram de agregar mais valor aos seus serviços. E você deve estar se perguntando: como?
Imaginemos que você estivesse voltando de um jantar, indo para casa, por volta das 23h e, durante o caminho, percebe um assalto. Nesse momento, de longe, resolve registrar a cena. Você empunha seu iPhone, tira uma foto da cena, essa foto é processada pelo GPS do dispositivo móvel e automaticamente é gerado um link para compartilhamento da imagem. Até aí nada demais. Porém, essa foto é georreferenciada, ou seja, ela está relacionada à região onde foi capturada. O que significa que ela pode ser importada para o Google Earth por exemplo e ser identificada no mapa.
Isso é legalzinho e tudo mais, mas ainda não é o foco.
Após ter o link da imagem georreferenciada, você resolve compartilhar o mesmo no Twitter. A jogada agora é que você pode usar a Geolocalização, através do GPS do celular, e enviar seu Tweet para os perfis que estiverem próximos à região onde foi registrada a cena. É uma forma de twittar por segmentação. E, naturalmente, alertar as pessoas daquela região sobre o ocorrido.
Agora imaginem a quantidade de ideias legais, promoções e estratégias de marketing que podem ser geradas por empresas ao segmentarem suas postagens… É para imaginarem mesmo, pois essa é uma realidade não muito distante. Já existem aplicativos que fazem esse tipo de trabalho, porém, em sua maioria, apenas para iPhone (eis o motivo de citá-lo).
Algo como compartilhar no Twitter uma foto que você acabou de tirar com o celular e esta foto mostrar sua localização no Google Maps, parte do mesmo princípio, o da Geolocalização. Sua aplicação vai da sua criatividade. Se você estiver em um restaurante e quiser recomendá-lo a seus seguidores, basta tirar uma foto, e através do GPS, a foto será georreferenciada e um link será gerado para compartilhamento, onde as pessoas poderão ver através do Google Maps a sua exata localização.
Ontem o New York Times divulgou que o Facebook também agregará a geolocalização à sua plataforma. Porém, pouco se sabe a respeito e sua funcionalidade ainda está sendo estudada. O que é justo, considerando os possíveis problemas de privacidade em uma rede que comporta mais de 400 milhões de usuários.