As Mídias Sociais nas Eleições 2010

Estamos a poucos dias de presenciarmos uma batalha política digital, que trará consigo o início de uma quebra de paradigmas. Tal motivo se deve ao uso das redes sociais, da geração de conteúdo colaborativo e da tecnologia, ou seja, é a Web 2.0 e os novos costumes apresentados pelos usuários direcionando as nossas ações estratégicas. E com certeza o Obama também tem sua parcela de influência para toda essa movimentação política digital nas nossas eleições 2010.

Para iniciar este bate papo eu não poderia deixar de citar o caso que mostrou ao mundo o poder das redes sociais. Barack Obama, aquele que foi o pioneiro no marketing digital associado à essas mídias, e estando presente em 17 redes sociais, sua façanha de arrecadamento de mais de 50 milhões de dólares em 1 mês de campanha, é notavelmente inspiradora. Mas o fato é que não teremos um “Obama” por aqui, não em 2010, pois sabemos que muitos paradigmas precisam ser quebrados, entre eles, os culturais e sociais. Mas isso é outra história, voltando…

As mídias sociais nas eleições 2010

Ano após ano, seguindo as mesmas tradições e obrigações eleitorais, nos acostumamos a assistir propaganda política na TV, panfletos pelas ruas, os vulgos “santinhos”, comícios, etc. Naturalmente essas mídias perdem força à medida que nossos costumes se alteram e os formatos e padrões permanecem iguais. Ter como novidade o uso estratégico das mídias sociais, seja para se aproximar das pessoas ou para conquistar eleitores, é algo que funciona muito bem, vejamos por que:

  • O brasileiro navega em média 44 minutos/mês, liderando o tempo de uso da Web no mundo. Seguido por Estados Unidos, Reino Unido e França.
  • 88% dos usuários de internet no Brasil usam alguma rede social.
  • O número de internautas do Brasil já atinge a média de 70 milhões.
  • As redes sociais já se tornaram a atividade mais popular da internet.
  • 80% dos brasileiros levam em consideração a opinião publicada por seus pares na internet antes de comprar um produto ou serviço. A TV influencia menos que 50%.

Em outras palavras, é lá que as pessoas estão, é lá que elas consomem informação e é lá onde elas participam. Engajamento é a palavra do momento e se aproximar dos seus possíveis eleitores através das redes sociais faz todo sentido. Claro que essa não é uma tarefa fácil, é algo que requer um planejamento faseado e estruturado, mas é naturalmente uma mídia mais viável economicamente, em relação às mídias convencionais.

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