Regulamentar pra quê?

Você já parou para refletir sobre essa questão? Responder uma pergunta com outra pergunta não é algo muito elegante, mas ajuda a sair do sufoco em situações embaraçosas. E quando nos defrontamos com essas situações embaraçosas? Quando você está com um grupo de amigos que não são do campo do Design, mas de outras áreas como Medicina, Engenharia, entre outros e um deles lhe pergunta se sua profissão é regulamentada e você responde que não? (Tudo bem que ninguém pergunta isso, mas eu tinha que começar o post com alguma coisa né. :P)

Como foi dito no anteriormente no artigo sobre micreiros, Design é profissão com uma história um “pouco” excêntrica, e por não ser regulamentada no Brasil, muitos expectadores do nosso trabalho nem sabem o que é e o que deixa de ser o exercício de um Designer, caindo assim sobre nós o termo Artista, entre outros. Deixemos de lado o preciosismo exacerbado, mas é incumbido ao profissional de Design dignificar a profissão com honra, tendo sempre em vista a elevação moral e profissional, expressa através de seus atos.

Design simplesmente não atribui “um rostinho bonitinho a um corpo deformado”, design agrega valor, e produtos com valor agregado significam maior arrecadação e a conquista de mercados externos, como as pessoas não enxergam isso? A produção de bens com Design é um fator estratégico. Por que uma profissão com um nível de importância tão rico não recebe a atenção merecida? A resposta está na história, grandes nomes do passado fizeram Design sem saber que hoje este seria o título atribuído para a profissão, e esse tipo de tradição perdurou e perdura até hoje. Atualmente cerca de 70% dos habitantes do Brasil (brasileiros ou estrangeiros) não sabem exatamente o que significa o termo Design. Há começar pelo nome em um idioma diferente do nosso.

O problema maior relacionado a regulamentação da profissão está na responsabilidade de um projeto. Tudo o que é produzido e tem contato com o público precisa de um responsável. Sem ser regulamentado o Designer não pode ser tecnicamente responsável pelo que produz. Pelo Código do Consumidor, hoje o Designer não pode ser responsabilizado pelo seu projeto, mesmo que este tenha defeitos ou ocasione danos ao seu usuário. Ou seja, a regulamentação combateria a má conduta profissional. Assim, a cada trabalho específico, o Designer oferecerá o melhor de seu conhecimento técnico e profissional, sempre adaptando tal fato ao cliente e procurando contribuir para a obtenção de máximos benefícios em decorrência de seu trabalho. E isto implica em valores. Outro ponto importante na vida cotidiana do Designer Gráfico. Não exatamente valores comerciais, mas valores morais, culturais e profissionais.

A regulamentação além de conduzir um padrão de qualidade reconhecido, certamente faria com que mais curiosos estudassem, e assim os “achismos” teriam fim. O conhecimento técnico não é um plus, mas sim uma obrigação. O Designer deve estar intrisecamente antenado com o trabalho a realizar, para isso é necessário adquirir uma bagagem cultural visual e sempre ampliá-la, pois os mais diferentes tipos de clientes surgirão e sempre com objetivos particulares, inusitados ou até mesmo quando você deve descobrir quais são seus objetivos. Para isso usamos todo o conhecimento que possuímos, desde um efeito do Photoshop à influência de uma figura marcante do Classicismo como Leonardo Da Vinci.

A conduta das pessoas no mundo atualmente e a globalização (vocês verão eu falando mt sobre globalização aqui) e suas conseqüências, são oriundas de nós mesmos. Nós seres humanos somos responsáveis pelo que criamos e para isso não existe regulamentação. Para isso existe o bom senso, e este deve ser usado por nós para uma conquista, que não beneficiará apenas os Designers, mas também a sociedade que ganhará qualidade e soluções melhores frente a problemas de comunicação visual, seja ele empresarial ou experimental.

Well,
That’s all folks!
Abs e até a próxima.

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