Helvetica has the power!

Hello people!

Essa semana eu assisti um filme muito interessante sobre a família de tipos Helvetica, e por acaso encontrei no blog curiosando um post sobre 20 logos desenvolvidas com Helvetica. Essas 20 logos hoje são marcas de sucesso e extremo valor.  Vamos ver porque uma fonte às vezes banalizada por novos Designers ou taxada de “básica” foi usada na construção de marcas que hoje são tão presentes na sociedade global.

Alguns exemplos:

Se formos alocar as marcas acima por setor perceberemos que pertencem a segmentos diferentes da economia que se identificam com uma variação da extensa família Helvetica mais suas particularidades como cor, símbolos e outras intervenções.

E por que mesmo não pertencendo a segmentos comuns essas logos são fundamentadas em Helvetica?

Para responder essa pergunta primeiramente temos que levar em consideração o passado. A Microsoft, por exemplo, surgiu em meados de 1970, mas passou a usar essa família de tipos em 1987. A BMW fundada em 1916 adotou a Helvetica no final dos anos 50 e a Harley Davidson (1907) concebeu sua marca em 1970. Fica claro para nós que no passado a quantidade de estudiosos de tipos era mais limitada, os tipos, os bons tipos eram limitados; assim quando uma fonte excepcional era criada, o designer guardava aquela fonte para usar em um projeto que julgava mais especial. Além de tudo, a Helvetica foi desenvolvida em 1957, mais ou menos no período que essas empresas criaram ou revitalizaram suas marcas.

Outra resposta seria naturalmente embasada nas qualidades conceituais que essa fonte apresenta.

Quando a família Helvetica foi criada, a proposta era obter a legibilidade máxima a partir de uma base de caracteres sem serifa, super limpa e com formas bem definidas. A Helvetica foi um divisor de águas, pois antes dela as fontes em vigor eram carregadas de conceitos relacionados a cartazes nazistas, das guerras, do construtivismo russo, enfim.. tínhamos caracteres muito pesados visualmente. E a Helvetica trouxe a reforma, como se fosse um Renascimento, já que foi inspirada na Akzdenz (fonte criada em 1898). Tal fato associou a Helvetica ao Modernismo quando falamos em Design Gráfico. Sua popularidade foi tamanha que a expressão “Se não souber o que usar, use Helvetica”, tornou-se comum.

Esse é um estudo histórico bem superficial, mas já podemos ter uma idea da magnitude dessa família e da capacidade dos Designers criarem logos belos e funcionais partindo de uma mesma base tipográfica.

Finalizando o Post disponibilizo para download o Filme “Helvetica”, em 3 partes. O arquivo tem 650 mb aproximadamente e está em inglês sem legenda. A única legenda que encontrei eu até consegui sincronizar, mas estava incompleta. =((

Parte 1 | Parte 2 | Parte 3

E aqui um quiz onde você tem que descobrir qual type foi utilizada no display – Helvetica ou Arial.. (Arial é considerada uma cópia de “baixo nível” da Helvetica) – http://migre.me/2Zqy

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