Infográfico sobre Design Estratégico

A verdade (óbvia) sobre o Design

Está chegando o momento em que dizer que design deve ser entendido como um fator estratégico para conversão será bullshit. Chega de análise, o mesmo discurso durante anos não funciona em uma sociedade transmidiática em constante e voraz evolução. Faz-se necessário orientar nossos mind sets para a avaliação, onde leva-se em consideração o contexto e “os porquês”. A verdade, é que muito se fala sobre Design Thinking, mas poucos sabem realmente o que é.

Design é um fator estratégico pois é representa elevados graus de competências intelectuais e culturais que centralizam seus estudos em um único objeto de discussão, o ser humano. Design é resultado da união de uma visão holística do cenário em que se encontra, de percepções estéticas, do comportamento do consumidor (target específico), psicologia, artes plásticas, teoria (cultural) das cores, geometria descritiva, experiência do usuário, etc. Uma reunião de habilidades de idealização, criação, desenvolvimento, configuração, concepção, elaboração e especificação de algo direcionado para o uso.

Partindo da premissa acima, o Design existe para suprir as necessidades do objeto central em questão, despertando a consciência dos seres humanos para o fator do bem estar contextual. E para existir o bem estar, é preciso que exista o desconforto, que pode ser entendido com um problema ou como uma necessidade específica. Essa abordagem amplia os horizontes do entendimento do universo do Design, mostrando que:

  1. Web Design = Atende as necessidades de comunicação na internet;
  2. Design Gráfico = Atende as necessidades de comunicação na indústria gráfica impressa;
  3. Design de Moda = Atende as necessidades da indústria da moda, na mais pura camada estética;
  4. Design de Interiores = Atende as necessidade de planejamento e organização de espaços;

Por uma simples percepção cultural, quando falamos em Design, logo associamos esta área de conhecimento à criação de interfaces, porém, a partir dos esclarecimentos acima, percebe-se que a palavra “comunicação” não se configura da mesma forma em Moda como se configura na Web, sendo base para entendermos que design é uma atividade estratégica, técnica e criativa, normalmente orientada por uma intenção ou objetivo, ou para a solução de um problema.

Design não é Desejo, Design é Necessidade.

Contudo, design não para por aí. O grande salto para o mundo corporativo, acontecerá quando as empresas entenderem o Design como potencializador para inovação em negócios. Pois quem compra são “CPFs”, e não “IPs”; quem compra são pessoas, com sentimentos e sensações diversas; já usuários, serão apenas estatística para seu relatório mensal de marketing. Ampliemos nossa visão do contexto e que estamos inseridos, e passaremos a não mais nos contentar com análises, mas sim com avaliações.

E é nesse contexto que se encaixa o Design Thinking, que por sua vez, converge toda a energia aplicada em gestão, para a relação experiencial do produto ou serviço com o consumidor.

Sendo assim, entende-se que o Design Thinking nada mais é, que o “modo de pensar” e da capacidade de “ver o mundo”, do design, aplicado a realidade objetiva dos negócios, gerando assim aquilo que hoje conhecemos como inovação empresarial.

Comments (3)

    • Olá, Jordam! Muito obrigado pelo feedback. Fico feliz que tenha compartilhado com sua rede.

      Em breve publicarei mais artigos focados em experiência do cliente pelo modelo do Design Thinking.

      Vamos mantendo contato, ok?

      Grande abraço!

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